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Banco Central - concurso do requer estudos em dia

27/07/2016

 
Considerada uma das seleções mais difíceis no âmbito do Poder Executivo federal, o concurso Banco Central 2017 exige que os interessados em fazer jus à estabilidade e às remunerações de até R$17,8 mil proporcionados pela autarquia permaneçam se preparando mesmo após o Ministério do Planejamento ter rejeitado o pedido de autorização feito no fim de maio. Solicitação era para 990 vagas nos cargos de técnico (nível médio), analista e procurador (ambos de nível superior).
 
Um dos fatores que reforça a necessidade de manter os estudos em dia é justamente o momento de retração nos concursos, que não só reprime a demanda por novos servidores, como também impulsiona a concorrência pelas vagas a serem abertas, como ressalta o analista do BC Rubens Teixeira, que ingressou no cargo há quase 20 anos. “Quando eu fiz o concurso do Banco Central era uma fase dessas. Então, as notas foram altas. Era todo mundo estudando, sem parar”, lembrou ele. “Em momentos assim, quem resolver descansar vai perder posição”, alertou.

Com uma trajetória de sucesso na carreira pública, Teixeira observou que assim como outras seleções, como as da Receita Federal, de tribunais de contas e outras mais, o concurso do BC requer uma preparação constante, ou seja, o candidato não pode iniciar a sua preparação somente quando a seleção é anunciada ou quando o edital já foi divulgado.

Ele avaliou ainda que o adiamento do concurso pode ser benéfico para aqueles que estão em momentos distintos da preparação. “Quem começou a estudar agora vai ter tempo de sair correndo e alcançar quem está lá na frente. E quem já está na frente tem que manter a performance e melhorar, porque quando chegar o concurso, e vai chegar o momento que ele vai estar represado, a exigência será elevada.” 
 

E a principal orientação dos especialistas é que os futuros candidatos estudem com base no edital mais recente. As seleções mais recentes para os três cargos foram abertas em 2013. No caso de técnico e analista, elas compreenderam provas objetiva e discursiva, avaliação de títulos (apenas para analista) e programa de capacitação.

Especificamente para técnico, a parte básica do conteúdo programático abrangeu Língua Portuguesa, Noções de Direito Constitucional e de Direito Administrativo, Gestão Pública, Informática e Raciocínio Lógico-Quantitativo. A prova específica para a área de Suporte Técnico-Administrativo, que costuma atrair a maior parte dos inscritos para o cargo, versou sobre Fundamentos de Contabilidade, Fundamentos de Gestão de Pessoas e Fundamentos de Gestão de Recursos Materiais.

Mil servidores podem se aposentar

Ex-gestor federal — foi diretor financeiro e administrativo da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, por setes anos —, Rubens Teixeira já havia apontado as consequências do governo ter recusado a solicitação de concurso do BC. “A economia se torna cada vez mais complexa e as atividades do Banco Central são abrangentes. Se os quadros forem sendo reduzidos sistematicamente, vai chegar o momento em que o cobertor vai ficar curto demais e muito provavelmente haverá atividades em que seria importante a atuação do Banco Central e poderá, na minha visão, haver fragilidades. E quem pode sofrer as consequências é a sociedade”, avaliou.

Mesmo o banco tendo proposto o preenchimento de apenas metade das vagas no próximo ano, com a outra parte ficando para 2018. Ao todo, seriam 150 vagas de técnico (nível médio; R$6.463,44), 800 de analista (nível superior; R$16.286,90) e 40 de procurador (advogados; R$17.788). A urgência da seleção é justificada pela possibilidade de até mil servidores deixarem os quadros já deficitários da autarquia até o fim do ano que vem.

Mesmo que nem todas as saídas se concretizem, o quadro do banco poderá pela primeira vez ficar abaixo da casa de 4 mil servidores ao fim do ano que vem, caso mantenha-se o fluxo de saídas dos últimos meses. Dessa forma, a defasagem chegaria a 40% do quadro previsto em lei, que é de 6.470 servidores. Em função desse cenário, o sindicato dos funcionários (Sinal) já afirmou que lutará pela realização do concurso Banco Central 2017.

 

Fonte: Folha Dirigida - PORANDERSON BORGES - ANDERSON.BORGES@FOLHADIRIGIDA.COM.BR

 

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