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Concursos autorizados estão mantidos

20/09/2016

Estima-se que mais de 13 mil vagas para o serviço público sejam ofertadas por todo o País

A necessidade de cortar gastos gerada pela crise econômica fez com que as três esferas públicas - união, estados e municípios - cancelassem a realização de vários concursos esperados e reduzissem ao máximo estritamente necessário e legal o número de nomeações. Em junho, o ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou que a realização de novos concursos públicos na esfera federal estava suspensa este ano e que o governo deverá manter esta situação inalterada em 2017. A definição sobre a análise dos pleitos de vagas para 2018 somente ocorrerá quando o governo enviar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 ao Congresso Nacional.

A crise traz um duplo efeito perverso. De um lado os governos cortam a abertura de novas vagas e de outro a concorrência aumenta na medida em que a carreira pública passa a ser uma opção para um contingente de novos desempregados oriundos da iniciativa privada. Mas para a presidente da Fundação Cefetminas (FCM), Lilian Bambirra, apesar de o número de vagas ser menor do que o esperado, não é hora dos candidatos esmorecerem.

“É importante lembrar que os concursos autorizados anteriormente estão assegurados. O que não vai acontecer são nomeações adicionais. Não há motivos para ninguém se desesperar. Ao contrário, é hora de intensificar os estudos e pensar se, realmente, o serviço público é a melhor opção para a carreira do candidato”, explica Lilian Bambirra.

Estima-se que mais de 13 mil vagas sejam ofertadas por todo o Brasil, nos mais diferentes cargos, funções e níveis de exigência. Por enquanto, o governo federal foi o que mais cortou vagas. A expectativa é de que a aprovação do Projeto de Lei Complementar 257/2016, que está em tramitação na Câmara Federal, e estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal, e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal imponham ação semelhante aos estados.

“Ser aprovado em um concurso público é encarado por muitos como a solução para todos os problemas, já que garante um emprego estável, mas isso não é, necessariamente, verdade. Os candidatos precisam refletir sobre porque são atraídos para essa carreira. Não pode ser só pela estabilidade, remuneração ou status, se for para ser infeliz por 30 anos”, defende a presidente da Fundação Cefetminas (FCM).
 


Traçar uma estratégia de estudos também é fundamental. Disciplina, foco e discrição são, para a professora, requisitos fundamentais para o sucesso de um concurseiro. Atenção ao material didático utilizado e à banca realizadora do concurso também são pontos importantes. Vale, até, desistir quando for detectado que aquele não é o estilo de vida mais adequado para o candidato.

“Cada pessoa tem uma forma e um ritmo de estudos diferente, mas é fundamental que os materiais sejam atualizados e de boa qualidade e conhecer o perfil da banca realizadora. Também é bom diminuir a pressão. Quanto mais pessoas sabem dos nossos planos, mais recebemos cobranças. E, por fim, desistir não é um pecado. A carreira pública não foi feita para todo mundo e um bom profissional é aquele que está no lugar certo para o seu perfil”, completa a especialista.

 

Fonte: Diário do Comércio

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